Já é Setembro – Hora de pensar no ano que vem!
Escrito pelo @filhoespecial | na categoria Cotidiano, Escola, Esperança, FamÃlia, Preconceito, Terapias | no dia 20-09-2008
Tags:fonoaudiologia, nicolas, Psicoterapia, reflexao, Terapias
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Parece um exagero, mas é verdade! Ano passado deixamos as decisões muito para o fim do ano, por isso 2008 já está perdido!
Sei que parece drama, mas não é. 2008 não tem sido um ano muito favorável para o Nicolas e muito menos para nossa famÃlia. E sem nenhum tipo de caça à s bruxas, esse artigo não está sendo escrito de forma a buscar culpados, mas sim achar novas soluções. Esse até é um dos motivos da minha ausência no blog: desmotivação. Criar o Nicolas é uma tarefa ao mesmo tempo fácil, porém desafiadora! Eu digo fácil, pois ele é encantador. Nicolas é uma criança que conquista você de cara. Sua inteligência e raciocÃnio cativam até os mais céticos. Mas sempre existe aqueles que não conseguem enxergar essa virtude nele. E estes sempre são a pedra no sapato da nossa famÃlia.
Mas para que vocês possam entender o que estamos passando no memento, vou fazer um pequeno “flashback” de tudo que aconteceu desde a última postagem.
- Na época do último post, em 11 de maio, o Nicolas tinha se recusado a fazer duas provas, e essa atitude concretizou a 1ª recuperação do filhote. Ele ficou “pendurado” em Português, Matemática e História. E chegou a fazer a prova de recuperação da matéria Português, mas como antes, se recusou a fazer as outras duas. Dessa forma conversamos com a escola e chegamaos a pedir ajuda na questão das notas para a antiga escola dele, mesmo sem a professora que tanto nos ajudou, uma vez que ela retornou para a sua cidade natal. Moral da história: Nicolas ficou sem nota.
- Nessa época um funcionário da Secretaria de Educação estava na escola do Nicolas e orientou a direção a postura relacionada à uma documentação que justifica a capacidade da criança em situações ditas “fora do normal”. Fomos em busca dessa documentação na antiga escola e realmente procede a informação, e já estamos de posse dele.
- De qualquer forma, não sentimos que mesmo com essa orientação da Secretaria de Educação a Escola atual do Nicolas consegue se superar, visto que possui um ensino dito “tradicional”, diferente da escola antiga, que era “construtivista”. Na verdade a gente sempre chega à conclusão que não há preparo dos profissionais da educação quanto à s crianças de portadoras de necessidades especiais. A falta de capacidade desses profissionais por falta de orientação, conhecimento, cursos acessÃveis sempre torna o trabalho de educar nossas crianças algo assustador.
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Mesmo tristes com essa situação na educação do filhote, houveram nesse perÃodo algumas situações bem interessantes sob outros aspectos do déficit que ele tem. Um deles foi visto na festinha de aniversário do seu primo Roger. A festa aconteceu numa dessas casas bem legais cheias de brinquedos sortidos e um deles era a “ponte do Capitão Gancho” onde cada criança atravessava uma ponte de corda de 3 pontos e depois deslizava na tiroleza. E pasmem, o Nicolas foi sozinho, e duas vezes. Ele adorou e queria mais, porém a fila era enorme, mas foi bem legal e fotografamos e filmamos tudo. A minha emoção foi tanta ao filmá-lo que esqueci regras básicas e o filme contra a luz do Sol, pecado mortal para um ex-fotógrafo com experiência de 10 anos no mercado, mas valeu mesmo assim, foi bem legal!
- Outra coisa boa que tem acontecido nesses últimos meses é a relação do Nicolas com a irmã. Analice está a cada dia mais “sapeca” e eles estão de vez em quando fazendo brincadeiras e dividindo brinquedos em comum. É comum agora vê-los rindo, empurrando, abraçando. A interação deles tem crescido muito e para nós é uma verdadeira bênção ver essa relação crescendo assim.
- Depois das férias do meio do ano, nossos dois filhos, como a maioria das crianças ficam depois das férias, retornaram para a escola meio preguiçosos. Porém o Nicolas entrou num processo cansativo de não colaborar mais com nada que fizesse parte da escola, desde exercÃcios em casa e na explicadora e na sala de aula também. E derrepente ele “surtou”! Simplesmente ele empacou mesmo! E apesar das inúmeras tentativas e conversas, não conseguimos fazê-lo voltar nos trilhos novamente e acabamos tirando-o da explicadora pouco tempo depois.
- Mas em seguida na instituição onde ele faz tratamento de “psicomotricidade” a fonoaudióloga, HercÃlia, conseguiu deixar que ele participasse de algumas atividades e negociamos com eles a questão financeira e desde então Nicolas também faz fonoaudiologia no mesmo dia na seqüencia da aula da Lucimar.
- Em julho, um pouco antes do aniversário da Analice, eu levei o Nicolas num evento que aconteceu numa escola pública do Rio de Janeiro chamada NAVE, que tem o apoio da Oi Futuro. Nesse dia houveram algumas palestras e uma delas foi o real motivo da nossa participação. O médico Lucio Abbondati fez uma palestras mostrando a importância sobre dos jogos no aprendizado das crianças. Foi uma grande troca de informações, porém não consegui uma maior abertura para matriculá-lo. Mas ainda não desisti, tanto que fiz um artigo no meu blog profissional e continuarei a correr.
- E desde abril o Nicolas estava fazendo avaliação para buscar tratamento psicológico e em agosto iniciou também esse tratamento que abrange também à nós pais, e estamos gostando do que temos conversado, porém, como tantas outras terapias, os resultados não são previsÃveis e nem à curto prazo. Mas é bem interessante!
Enfim, muita coisa aconteceu e nesse momento estamos em busca de uma outra realidade para o Nicolas no ano que vem. Estamos dar á ele uma realidade mais estimulante, onde ele seja beneficiado com atenção máxima, e com uma sensibilidade e flexibilidade para saber trabalhar nas limitações dele porém com o objetivo de extrair o máximo de sua inteligência oferecendo para ele uma cultura e educação necessária para que ele se torne uma pessoa mais consciente do mundo que o cerca. E eis que hoje, antes deu começar a escrever esse post, surge na televisão, num telejornal, uma matéria sobre um Decreto de Lei que insentiva e apoia à s crianças portadores de necessidades especiais, que foi apresentada pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad. É a chamada “A Lei de Diretrizes e Bases da Educação”, que determina que o poder público amplie o atendimento aos estudantes com necessidades especiais na própria rede pública regular de ensino, preferencialmente. A PolÃtica Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva/2008 propõe a mudança de valores, atitudes e práticas educacionais para atender a todos os estudantes, sem nenhum tipo de discriminação, assegurando uma educação de qualidade. A matéria se encontra no site do Ministéria da Educação, e espero estudar agora o assunto e correr para que o Nicolas usufrua desse Direito. Principalmente numa época em que vivemos uma realidade nas escolas públicas com “aprovação automática” é preciso atenção redobrada!
Abraços pessoal, e até a próxima!






