Quem é a voz das nossas crianças?

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Olá amigos, depois de 4 meses sem escrever por aqui por conta do cotidiano corrido, eu hoje fui motivado a criar esse post por conta de um vídeo que a Cida me enviou via Desabafo de Pais & Mães (Comunidade do Orkut). O vídeo mostra o desabafo de uma mãe desesperada pela falta de assistência da sua filha que é Autista. O vídeo é muito forte e me comoveu profundamente. No entanto, não sei o nome da mãe, nem da criança, pois o perfil não contém nenhuma informação mais detalhada. A comunidade do Orkut está se mobilizando para isso, mas por enquanto é o que sei.

A questão é que no seu relato ela pontuou coisas muito importantes sobre a inclusão das nossas crianças na sociedade. Segue o que observei:

  1. Não existe, ou há pouquíssimas escolas preparadas para crianças autistas ou de uma síndrome comportamental.
  2. O Estado, apesar de dizer que há inclusão, não fiscaliza como é feito o trabalho com essas crianças.
  3. As escolas não possuem nenhum direcionamento para o que fazer e como fazer com cada caso. Normalmente, quando um profissional “abraça  a causa”, é dele o esforço.
  4. Há uma enorme dificuldade da sociedade entender e aceitar uma criança autista. Em geral são vistos com enorme preconceito e taxados de preguiçosos ou mal-educados.
  5. Não há espaço, nem representante, nem voz para essas mães; não de fácil acesso. Porque fica claro no vídeo, que ela tenta muito e é somente julgada.
  6. Como em todas as áreas do nosso país, há quem se aproveitem da desgraça alheia e usufruem das brechas que o Estado deixa ao não acompanhar de perto as minorias.

A questão amigos, é que Autismo, Síndrome de Asperger, e outras semelhantes são casos de “Saúde Pública” e precisam ser vistos com mais eficiência pelo Estado.

Outra questão que ela toca na segunda parte do vídeo é o espaço que a mídia dá para os portadores de Síndrome de Down, ou deficiente visual ou físico, que já foram abordados em novelas por exemplo, mas que precisam ampliar ainda mais. Eu entendo que estas também precisam ser melhor exploradas, mas ainda não há nenhuma citação do Autismo e suas variações nos espaço destinado à divulgação e conscientização no entretenimento das grandes mídias.

O fato é que essa mãe fez um relato desesperado por socorro! Não há como assistir o vídeo e não se sentir incapaz ou covarde diante de uma situação tão difícil! Uma filha que se flagela é algo que nós pais jamais imaginamos para os nossos filhos, principalmente diariamente, 24h por dia!

Eu fiquei pensando numa forma de ajudá-la, uma vez que ainda não sei quem é essa mãe ou filha, nem onde moram; e o que me tocou mais fundo é que ela nesse ato desesperado suplicava por uma voz que a apoiasse, que a fizesse ser ouvida, assistida! Eu não sou ninguém diante do mundo, mas o pouco que tenho de visibilidade, vou fazer do meu blog, um megafone para expandir o seu lamento, a sua dor e a sua vontade de possuir amparo! Seja lá quem ela for, espero imensamente que Deus lhe dê essa paz que ela tanto deseja e necessita na sua vida! Ela pode não saber nunca, mas hoje a minha voz é a dela!

Vamos ajudar a divulgar esse vídeo e chegar até os nossos Governantes! Contamos com vocês!


Assista o vídeo com o coração aberto e tenha cuidado com as crianças, as imagens são fortes!

7 thoughts on “Quem é a voz das nossas crianças?

  1. Passei a madrugada de ontem pra hoje em claro, pensando em uma forma de mudar essa história, mudar a visão do mundo sobre o autismo, consegui encontrar essa mãe, é uma mulher simples como vocês podem ver no vídeo, precisamos nos unir!!! basta!!!
    Nossos filhos merecem respeito…

  2. Não é necessário dizer nenhuma palavra, a mãe disse tudo.

    O Estado Brasileiro é responsável, não fiscaliza nada!

    Temos uma FALSA INCLUSÃO, vindo de cima para baixo, sem ouvir as famílias, e saber da nossa realidade.
    Eu já denunciei este caso em vários lugares, inclusive MEC, – SEESP e Gabinete do Ministro.

    Não podemos nos calar!

    Em relação aos disléxicos e TDAH – TRANSTORNOS FUNCIONAIS ESPECÍFICOS, também está ocorrendo a mesma coisa as escolas e professores não estão preparados para acolher nossos filhos e estão fazendo as crianças e suas famílias de cobaias.

    Isso tem que acabar.

    Nossa comunidade no orkut sobre dislexia, discalculia, e disortografia:

    DISLEXIA & PAIS.

  3. Olá Edna e Juliana, obrigado pelos seus comentários.
    Infelizmente essa é uma dura realidade que todos nós enfrentamos diariamente! Ser aceito virou moeda de troca eleitoral para Governos que se rotulam “inclusivos”, mas que na verdade pouco sabem das nossas crianças. Precisamos falar para sermos ouvidos!

  4. Estou conhecendo hoje o seu blog. Parabéns!!
    Meu filho tem 6 anos e também passamos por inúmeras dificuldades. Falta de laudo, ignorância de amigos, família, escola, etc.
    O que é inclusão? essa mãe em toda sua simplicidade, disse tudo, absolutamente tudo sobre a falta de conhecimento das pessoas e falta de interesse do governo em dar a devida atenção a essas crianças.
    No momento o que esta mais me angustiando é o período em que ele esta na escola. Alfabetização. A escola não sabe o que fazer com ele. Totalmente despreparada. Aliás eu gostaria de saber qual escola em Jacarepaguá esta preparada para receber essas crianças. Tem horas que eu fico sem esperanças. Meu filho precisa de tratamento multidiciplinar, mas alguém quer saber se vc tem condições de pagar? O médico apenas diz: Ele precisa e pronto. A escola quer uma professora mediadora. E eu quero um laudo. E aí?
    Tô angustiada!!!
    Não sei o que fazer!!

  5. Olá Sandra,
    obrigado pelo seu comentário!
    Como você bem disse, falta tudo. Tudo mesmo!

    Aqui também enfrentamos o mesmo problema. Nem os profissionais de saúde, nem a escola, nem familiares, a sociedade de um modo geral sabe como lidar com essa situação. Todos os dias é uma luta! Uns dias são melhores, outros são piores e vamos levando! Infelizmente não há apoio das Instituições nem do Governo para a nossa situação. Tudo é “paliativo”. Não há fórmulas, eu sei, mas deveríamos ter uma atenção maior do Estado para situações com a dessa mãe!

    Recentemente conseguimos uma “declaração de hipótese de diagnóstico”. É pouco, mas é um começo. Se pensarmos numa luta de pouco mais de 3 anos em busca dessa informação como certeza, enfim, demos uma passo! Mas há muito ainda a se fazer!

    Mais uma vez obrigado pelo seu comentário, boa sorte e muita saúde para você e seu filho!
    Abraços!

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