Ela tem um irmão especial

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Um dos maiores desafios em ter um filho especial é educar, viver e conviver sem se isolar do resto do mundo. Inclusive da própria família. Isso mesmo: da própria família! Falo isso porque temos dois filhos. Nicolas que é especial e Analice que não é. E não podemos criar o Nicolas isolando ele da sua irmã. Parece meio óbvio isso, mas o fato é que não é tão fácil quanto se aparenta. E tudo isso fica mais claro na nossa cabeça quando percebemos alguns comportamentos ditos “fora de padrão” da nossa gatinha! Agressividade, dificuldade em falar e se manifestar, entre outros. E isso não é justo com ela. Pois ela tem necessidades de aprendizado e afetivos iguais aos do Nicolas, porém num processo mais “natural”.

Com vocês: Analice

Agora que ela tem 2 anos, percebemos que ela faz de tudo para chamar a nossa atenção sobre o pouco tempo que temos para ela, enquanto nos dividimos com os nossos empregos e atividades do Nicolas. Percebemos isso há pouco mais de 2 meses. Já estávamos preocupados com relação ao tempo que ela está levando para falar. Mas entendemos também que ela convive com uma criança que mal fala com ela, não estimulando-a de forma eficaz. E estamos observando a sua evolução quanto à isso, aguardando o seu comportamento que deverá ser mais natural na escola no ano que vem. Recentemente tivemos um teste bem positivo quanto à isso justamente num dos tratamentos do Nicolas, a equoterapia. Por conta de uma dificuldade em arranjar alguém para ficar com a Analice em casa, a minha esposa levo-a junto do Nicolas para uma das seções de terapia com cavalos que o Nicolas freqüenta semanalmente. No local do tratamento também possui uma escola me legal e chegamos na hora do recreio. Analice se atirou na escola imediatamente assim que chegou, ficando lá por todo intervalo, não querendo ir embora ao término. Depois foi a vez de também querer ir no cavalo da mesma forma que o irmão. Enfim, Analice mostra que ela está com sede de conhecimento, experiências novas e atividades físicas e sociais. E nós pais, que temos um filho especial precisamos nos policiar. Precisamos dosar muito bem a atenção que é dada para cada filho, e para cada um deles uma necessidade específica. Mesmo sabendo que o Nicolas precisa e deve ser tratado de forma “natural”, mas reconhecemos que há na nossa criação um cuidado muito espacial às suas questões. Mas é necessário estarmos atentos para que isso não vire uma regra quanto a criação da Analice, que exige um outro ritmo e necessidades mais amplas. O lance é ser sensato.
Vamos caminhando sempre, abraços!

2 thoughts on “Ela tem um irmão especial

  1. Oi Cris, oi Cida.

    Já tem um tempinho que não nos vemos, mas tenho acompanhado vocês pelo Blog. Fico feliz pela evolução e amadurecimento de vocês. O Nicolas é uma criança linda e muito querida. E a Analice,também veio para iluminar ainda mais o caminho de vocês.

    Fiquem com Deus.

    Um grande beijo da amiga

    Carol

  2. Tambem estou vivendo uma situaçao parecida meu filho pedro com 1 ano e 7 meses tem um atraso motor e esta em invertigaçao para diagnositico e tenho uma filha de 9 anos que esta tendo ciumes e dificuldade nessa divisao de atenaçao, valeu as dicas obrigada

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