Mais um ano se passou e a luta continua

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A luta é constante e esmorecer é um verbo proibido na criação e educação do Nicolas.

Perdão pelo hiato de postagens
Antes de mais nada quero justificar o tempo que fiquei sem postar por aqui. Tempo e desânimo sem dúvida são as palavras que posso usar para remeter a fase do último trimestre de 2008. Muita coisa aconteceu na nossa vida particular financeira e com o Nicolas. Mas a questão é que não me senti motivado para escrever e peço perdão por isso, porque sei que o objetivo do blog foi sempre fazer a divulgação de acontecimentos, sejam eles bons ou ruins com o intuito da troca entre pais e responsáveis de crianças especiais. Mais uma vez me desculpem.

O motivo do desânimo: o preconceito
Nenhum problema referente à dificuldade do Nicolas é maior do que o preconceito. Seja ele consciente ou não. É uma tortura para nós pais assistirmos isso camarote! Cada tempo que perdemos com esse tipo de discussão, um momento preciso de estímulo do Nicolas é desperdiçado. E claro, sofremos e acabamos por nos desanimar, pois somos humanos e queremos o melhor para os nossos filhos.

O preconceito que me refiro é da ignorância e medo de certos profissionais que passam pela vida no Nicolas. A esperança de melhorar o potencial do nosso filho é depositada nessas pessoas e nem sempre temos o retorno esperado. Aliás, às vezes o que recebemos é o preconceito.

Nicolas à caminho da escola em 2008
Nicolas á caminho da escola em 2008

Quando matriculamos o Nicolas no início de 2008 na escola CEOM (Centro Educacional Oliveira Melo) , confesso que não levei muita fé. Mas como sou “calejado” no assunto, não me preocupei com os meus sentimentos e colocamos o Nicolas e a sua irmã Analice. Aliás esse foi o maior motivo da mudança de escola. Com dois filhos em idade escolar os custos mensais aumentaram bastante e como eu a Cida estamos desempregados optamos por uma solução financeira de menor risco e matriculamos os dois no nosso bairro e cancelamos o transporte escolar.

No começo tudo era uma adaptação natural. Pouca empolgação no começo pois a memória afetiva ainda latejava pela antiga escola e principalmente pela professora Cinthia. Mas os dias foram passando, e no meio do ano veio a bomba: Nicolas estava em recuperação por que se recusou a fazer 3 das quatro provas do segundo semestre e no final da época de recuperação o veredito final: Nicolas ficou sem nota em 2 matérias. E aí definitivamente o caldo entornou.

Entramos em contato com a escola e desde então a mesma se mostro incapaz de nos ajudar ou orientar. Nicolas definitivamente havia perdido o ano letivo ali, mas eu e Cida não conseguimos perceber isso muito claramente. Sabíamos que algo estava errado. Pensamos que ele estava estressado de tantas atividades. Na época fazia aulas de psicomotricidade, aulas de reforço escolar e estudava à tarde. Foi então que resolvemos dar um descanso para ele e aí mesmo foi que a corda arrebentou para o lado mais fraco. O Nicolas se perdeu totalmente na escola. Sua professora deixava ele fazer o que bem entendesse. ele fugia da sala de aula, ia para a turma maternal brincar com os brinquedos de lá, ficava lendo revistinhas todo o tempo. E a escola não fazia nada. Medo de errar e ser rotulada como culpada. Por mais conversa que tínhamos, não conseguíamos extrair dela nenhuma iniciativa, nenhuma prova oral, nenhuma adaptação, apenas o olhar de pena para nós.

A síntese desse ano escolar foi a frase que o Nicolas nos trouxe da escola, dizia ele: “… a professora disse que eu hoje só fiquei na sopa!” E nisso se passou um ano e Nicolas foi o maior prejudicado. A reprovação foi o presente de fim de Natal! Cida foi buscar o boletim sozinha no dia, pois eu estava numa reunião com um cliente e ela definitivamente foi pega de surpresa. Eu não a culpo por isso, pois ela, no seu espírito de mãe alimentou a esperança de que algo pudesse mudar. De que a escola pudesse compreender a situação e se esforçar um pouco mais. Mas isso não aconteceu e ela chorou pelo ocorrido.

Integração entre os irmãos
Integração entre os irmãos

Mas nem tudo foi perda em 2008
Na verdade tivemos algumas conquistas também. Pela primeira vez conseguimos tratamento gratuito para o Nicolas. E de cara conseguimos 2. Desde maior ele e toda família fazemos tratamento psicológico na Colônia Juliano Moreira e em novembro iniciou um tratamento multi-disciplinar na Obra Social Dona Meca, ambos em Jacarepaguá. Nesse último atualmente está fazendo psicomotricidade, mas deve fazer também fonoaudiologia, terapia ocupacional e entre outras em breve. Vamos aguardar!

Outra conquista desse ano foi a relação com a irmão. O fato da Analice ter ingressado na escola e conviver com outras crianças diferentes do Nicolas, fez nascer dentro dela uma novo gás. Hoje a relação dos dois é muito mais cúmplice. Há troca evidente neles. E ficamos muito felizes com isso! Antes quando a Analice queria brincar com o Nicolas, ele acabava chutando ou empurrando-a. Hoje não. Normalmente ela tem iniciativa de brincadeiras a maior parte do tempo, mas ele de vez em quando o faz também. E aceita facilmente a brincadeira e até gosta. Claro que isso deve ao fato dela falar melhor agora, ou seja, ter mais algo cognitivo a oferecer para ele. Mas já é um começo. è muito bom ver os dois se agarrando e dando muitas gargalhadas!

A esperança não morre nunca!
Com o documento da reprovação do Nicolas em mãos, saímos em busca de uma nova escola para ambos, ainda no nosso bairro, pois a situação financeira ainda não nos permite ousar.

Vistamos 3 escolas e escolhemos a última que visitamos. Se chama EDUCOM, e fica a menos de 50m da anterior. Inacreditável! Rodamos o bairro todo e acabamos numa escola vizinha, mas tudo bem. O que importa são as crianças e seu bem-estar.

Optamos pelo EDUCOM pela aparente seriedade no ensino. Conversamos com a diretora da escola que me pareceu ser uma pessoa muito idônea e comprometida. Mas o que mais eu gostei foi a franqueza com relação à dificuldade do nosso filho. Deixou claro a sua posição e isso me fez dar um voto de confiança e depositamos nossas fichas lá. Vamos aguardar.

E agora? O que esperar de 2009?
Espero que esse seja um ano de avanço pedagógico para o Nicolas. Nunca houve tantos profissionais envolvidos com o déficit dele quanto temos em 2009. O próprio fato de termos um “pseudo-laudo” com a síndrome mais provável para o caso dele, já ajuda bastante pois dá referências sobre como agir e continuar a educação. Hoje podemos dizer para as pessoas que ele tem Síndrome de Asperger, mesmo que isso ainda não está 100% confirmado, mas já é um começo e em breve falarei mais sobre isso por aqui.

A luta é a obrigação de nós pais, mas fazemos de todo nosso coração!

Óleo de Lorenzo
Óleo de Lorenzo

Quero finalizar esse artigo com uma notícia muito triste, mas ao mesmo muito esperançosa e foi a que me motivou a voltar à escrever. Muitos de vocês devem ter visto o filme “Óleo de Lorenzo” que contava a história verdadeira de Lorenzo Odene e seus fantásticos pais que são interpretados pela Susan Sarandon e Nick Nolte. Lorenzo tem ALD (adrenoleucodistrofia), uma doença extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. O fato é que Lorenzo sobreviveu até os 30 anos  e veio a falecer em maio de 2008, contrariando à todos os prognósticos da medicina (sua mãe faleceu em 2000) e ainda contribuiu com a luta dos seus pais que foram em busca de um remédio que aumentasse a sobre vida do seu filho e criaram o Óleo de Lorenzo, fruto das incansáveis pesquisa de seus pais. Esse óleo ajudou à inúmeras, milhares de famílias com o mesmo problema.

Essa notícia me pegou de surpresa. Lorenzo Odone faz aniversário no dia 29 de maio, 16 dias depois do Nicolas.

Encerro o artigo com uma mensagem de solidariedade e esperança ao pai de Lorenzo, Augusto Odone, que todos nós pais de crianças especiais, seja melas graves ou não, que todos nós saibamos que o sacrifício da sua vida jamais será em vão. Lorenzo sobreviverá sempre nas nossa lembrança, eneternamente! Amém!

20 thoughts on “Mais um ano se passou e a luta continua

  1. Adorei o seu post!

    Você diz que o seu filho possui um tipo de doença rara que afeta o cérebro se não me engano.

    As pesquisas mais recentes feitas pelos estudiosos em medicina diz o seguinte a respeito:

    * Estimule sempre o seu filho com jogos, como jogo da memória, dominó, além disso elogie sempre seu filho quando ele se sentir bem com alguma coisa que ele fez ou descobriu sozinho, enfim estimule o seu filho a pensar e sempre incentive-o e o elogie sempre.

    * Sempre os pais devem estar atentos a personalidade de seus filhos, tente perceber do que seu filho mais gosta, pra poderem os pais, dessa forma ajudar seu filho com atividades que não estressem seu filho; nunca forçar a criança a fazer o que não gosta; se o problema for dificuldade em aprender alguma matéria, o jeito é abandoná-la do ponto onde está e começar do começo.

    * Antes de mais nada vai um recado para os pais: além de filhos as crianças serão sempre crianças. Deixe sempre elas fazerem o que querem, mais procurem sempre um jeito de motivá-la a estudar, mostrando a elas que isso é importante pra vida delas.

    * Existe um método chamado Kumon que pode ajudar no caso. A criança desenvolve seu próprio ritmo de estudo.

    Enfim, talvez no caso seje necessário não uma realfabetização de seu filho mas, uma lembrança ou um reforço de tudo o que ele aprendeu.
    Muitos acham que a repetencia é algo negativo, eu acho que é algo muito bom, pois podemos aproveitar melhor, a matéria que já sabemos, e é uma oportunidade nova de nos sairmos melhores.

    Abraços, boa sorte!

  2. Olá Rômulo,
    obrigado pelo seu comentário no Blog do meu filho Nicolas.
    Na verdade ele não tem uma doença rara. Quem tinha era o Lorenzo Odone, o do filme Óleo de Lorenzo. O que o Nicolas pode ter, ainda não sabemos ao certo é uma síndrome chamada Asperger. Que é como se fosse um “Autismo brando”. Tudo que você mencionou realmente faz sentido. Temos exercitado cada um desses parágrafos no decorrer da vida do Nick. Entendemos realmente que é preciso estimular ao máximo, dentro do “tempo de aprendizado” do nosso filho. Forçá-lo não ajuda em nada, mas ele já está numa fase de “enganar” um pouco os pais. O que é comum na idade, portanto precisamos ficar de olho nele e sempre perguntar: “você não está me enrolando não, né Nick??”

    Mas valeu pelo seu comentário no nosso blog! Depois conta pra gente como nos achou ok?
    Abraços

  3. Preconceitos de todas as formas são terríveis. Difícil dizer que um tipo seja pior do que o outro. No entanto, acho que o desprezo que muitas pessoas têm com problemas psíquicos, psicológicos, cognitivos etc. doem muito mais e são altamente prejudiciais. Ok, preconceito racial é terrível, mas hoje em dia as pessoas já gritam, já se defendem. No caso que citei, se quem passa pelo problema não tiver o crédito dos demais ao seu redor, fica quase impossível se tratar. Posso imaginar o que vocês passam, o quão difícil deve ser fazer “o mundo” entender o problema do Nick, assim como é difícil “o mundo” entender que depressão, por exemplo, não é frescura, mas doença reconhecida pela OMS. Outros transtornos variados, como o bipolar, ou a distmia, são vistos por muita gente como uma enorme bobagem, como uma “falta do que fazer”, como uma coisa ridícula, boboca, idiota. Isso não ajuda em nada. A pessoa deprimida, ou com algum tipo de transtorno, acaba marginalizada, indo cada vez mais para o fundo do poço, sem que alguém perceba que ela precisa de ajuda. Definitivamente, não é fácil. O preconceito para com qualquer problema que envolva o cérebro, o raciocínio, a cognição etc só piora as coisas, só atrasa a solução dos problemas, só traz mais problemas. Não sei se fui clara, despejei este texto aqui, mas acho que, no fundo, você me entende. Um beijo pra família!!!

  4. Minha primeira vez aqui no blog do Nicolas e confesso, me emocionei em vários trechos do seu relato. Tenha certeza que você e sua esposa estão no caminho certo e Nicolas e vocês se escolheram para viverem juntos este desafio. Vocês são os melhores pais para as necessidades do Nicolas e ele o filho escolhido para vocês darem todo o carinho, dedicação e afeto que vocês possuem dentro de si. Espero que daqui para frente, possamos usar essa ferramenta sensacional que são os blogs para divulgar e encontrar a pessoas que como nós querem lutar para que qualquer criança neste país tenha direito a uma educação de qualidade, sem nenhum tipo de preconceito. Somos nós, os pais, os grandes provedores dessa mudança.
    Um grande beijo!

  5. Oi Papai do Nícolas, é a minha primeira vez aqui no blog e estou encantada de ver que os dois estão aí, juntos lutando pela vida do Nícolas. Neste relato, me vi em várias situações, afinal a luta é igual para todos nós, pais de um filho especial, mas como você disse, o que mais incomoda não é só a luta e sim os preconceitos, muitas vezes dos próprios profissionais que estão ali do nosso lado… Desde que minha filha nasceu, passo por isso, lembro do primeiro dia que levei Camila ao Pediatra, o médico ao vê-la, me perguntou, porque escolhi ele… parecia que ele estava com medo de cuidar daquela coisinha frágil, miudinha, com apenas 1.470 kilos, que teve como diagnóstico “PC”, percebi naquele momento que minha filha era diferente para ele. Eu estava apenas começando minha trajetória e muitas vezes me sentia fraca, mas graças a Deus me superei e fui levando, afinal, minha filha precisaria de mim sempre forte do seu lado. Infelizmente, até hoje, ainda passo por isso, um dia desses ouvi de um médico, na hora da consulta, “estas pessoas assim…”, como doeu! Eu já tinha que estar acostumada, afinal são 19 anos vendo sempre, descasos, medos, incompetências e muita falta de ética profissional. Meu amigo, sofremos mais com os descasos que encontramos pela vida, do que com nossos filhos especiais, que com seu jeitinho de ser, só nos trás alegrias… Felicidades para todos e fiquem com Deus!

  6. Olá Miriam,
    obrigado pelo seu comentário.
    Infelizmente nos encontramos na Internet para falar do que mais nos magoa como pais. Que é o preconceito e o despreparo dos profissionais de saúde em relação às crianças ditas “especiais”.
    Mas graças à Deus somos fortes e sensíveis para seguir na luta diária com os nossos filhos!
    Esteja sempre à vontade para contar a sua história por aqui. Trocando experiência, nós pais cresceremos mais fortes e com mais conhecimento. E juntos, daremos colo nos momentos de mais dificuldade.
    Fique bem, e dê um beijo para a Camila e volte sempre!
    Abraços!

  7. Ouço muita coisa a respeito de algumas síndromes, minha comadre é pedagoga e desenvolve um trabalho muito bonito na rede Minicipal de Niterói. (Ela inclusive tem contato com os médicos que acompanham as crianças)
    Ela trabalha diretamente com as crianças e tem resultados muito positivos. Se quiser alguém com experiência para trocar infromações, te passo o contato.
    Boa sorte e tudo bom pra vocês !
    Beijos e um beijinho especial no Nicolas !

  8. Cris querido, meu primeiro acesso a este blog e meu promeiro contato com esta sua história tão singela. Eu vou ficar com as palavras da Aninha Bessa. Estou super emocionado, estive muito próximo de uma história parecida (em termos) há pouco tempo, onde os pais – por muita infelicidade – não aceitam os problemas da filha. Chego aqui e vejo que quem tem amor no coração, como sempre pensei, não precisa de mais nada. O Nick pode ser especial, mas vc e sua esposa são mais ainda. Forte abraço!

  9. Olá, sou mãe do Lucas um rapaz muito esperto que teve Paralisia Cerebral.
    Assim como vocês também passamos muitos dias difíceis e sei que eles ainda não acabaram. O Lucas já estudou mas hoje está afastado da escola, confesso que tenho um grande receio de procurar outra escola pra ele.
    Conheci hoje este blog hoje mas voltarei sempre e aproveito para oferecer-lhes um selo que ganhei chamado Selo Grandes Atitudes. Pois sei que isso não falta em suas vidas.
    Desejo tudo de bom e quando puder nos visite.
    Abraços
    Antônia Yamashita

  10. Olá Antonia,
    obrigado pela visita no nosso blog!
    É uma luta realmente, mas precisamos ficar firmes e fortes!
    Recentemente na terapia com o psicóloga do Nick, pais conversam freqüentemente sobre as nossas dificuldades e uma das mães mais recentes do grupo estava sem esperança sobre tudo. E juntos conseguimos mostrar para ela que precisamos acreditar sempre! A dificuldade é grande, mas nossos filhos são maiores!

    Fique com Deus e mais uma vez obrigado pelo comentário.
    Venha sempre que quiser!

    Abraços

  11. Olá, fiquei muito emocionada ao ler os seus artigos.
    Assim como vocês temos dois filhos. O mais novo o Daniel tem 1 ano e 8 meses e o mais velho foi diagnosticado em setembro do ano passado como portador da Síndrome de Asperger, seu nome é Davi ele é um garoto lindo de olhos azuis, é inteligente, sensível, tem 6 anos e infelizmente o ano passado sofreu o mesmo preconceito que o Nicolas. Davi foi ignorado pela escola em que estava matriculado. Quando se recusava a fazer alguma atividade a professora e os outros profissionais da escola simplismente o deixavam peranbular pela escola sem que ele fizesse nada de construtivo. O ano passado foi um ano muito difícil, mas passado é passado, e aprendemos muito com o sofrimento.
    Nós moramos em Venda Nova do Imigrante, interior do Espírito Santo, mas graças a Deus
    existe em nossa cidade outra escola, a COOPEDUCAR que tem como meta princípios humanistas e construtivistas, e está verdadeiramente comprometida em ajudar nosso filho em suas dificuldades, bem ao contrário da antiga escola, a Fundação Deolindo Perim que se preocupando somente com os resultados que seus alunos podem lhe oferecer discriminou meu filho que tem uma necessidade especial e merece ser respeitado como qualquer outra criança.
    Me emocionei muito, pois o Davi tem todas as características do Nicolas, com excessão do baixo tônus muscular, ele tem um pequeno comprometimento na coordenação motora tanto fina quanto grossa, mas é bem pouco.
    Sua maior dificuldade está na interação social com outras crianças, a ansiedade e o lado opositor, principalmente na escola.
    Davi tem acompanhamento com uma Neuro Pediatra, fono, terapeuta ocupacional, psicopedagoga e faz natação. Sabemos que essas terapias são a longo prazo, mas vemos sua evolução dia a e isso é gratificante.
    Você já leu sobre a sídrome de Asperger?
    Leia muito, se informe sobre a Síndrome, quando sabemos o caminho que temos de seguir fica tudo mais fácil.
    Abraços para toda a família!

  12. Olá Soraya,
    obrigado por comentar no nosso blog!
    Como o seu filho Daniel lembra o Nicolas!!
    Graças à Deus conseguimos matriculá-lo numa escola que realmente está fazendo a diferença na vida dele!
    Em breve devo fazer um artigo contando como foi a adaptação e principalmente a evolução que ele teve estudando lá. Só estou aguardando as notas dele no 1º bimestre e divulgo por aqui. Assine o nosso blog e saiba de tudo antes, ok?!
    Mais uma vez obrigada pelo comentário e fique à vontade para trocarmos mais experiências. Sobre a questão da Síndrome de Asperger, estamos quase conseguindo esse laudo. Realmente não há muito o que negar. Nicolas parece ter essa síndrome mesmo, já lemos bastante sobre o assunto e estamos convencidos de que é isso o que ele tem. Mas isso é assunto para um outro artigo!
    Obrigado e até lá!
    😀

  13. Eu tenho um filho com 20 anos. No ano passado, pesquisando na internet, descobri que ele é aspie. Hoje está fazendo faculdade em Análise e Desenvolvimento de Sistema. Ele passou por vários profissionais da saúde; fono, psicólogo, fisioterapeuta, neuro, vários médicos e ninguém identificou a SA.
    Apesar de não termos o diagnóstico antes, conseguimos um grande avanço com ele. Agradeço aos profissionais pelo carinho e dedicação que tiveram com ele.Atualmente, ele está fazendo fisioterapia e o Alex (fisio) está trabalhando a RPG. Neste momento, estava pesquisando o baixo tônus muscular em Asperger. Desde que descobri o CID de meu filho estou sempre buscando novas informações para garantir-lhe uma melhora de vida. Ele está com ATM e colocou o aparelho. O tratamento durará quatro anos. Devemos divulgarmos mais a síndrome. Grande parte dos profissionais de saúde desconhecem-na.Moramos no interior do Pará-Redenção. Estive com ele em Goiânia e Belém, mas não ajudou-me muito em seu tratamento. Tentamos jogar no escuro e conseguimos colocá-lo na universidade. Agora, é a pior parte, ingressá-lo no mercado de trabalho. Nunca desisti de meu filho. Eu vivo em função dele. Durante esses anos sempre que posso estou investindo nele. Deixei de construir a minha casa para tratar dele. Grande parte de meu orçamento vai para as despesas dele. Valeu a pena insistir durante todos esses anos. O nome dele é Paulo Roberto.
    Ele também passou por natação, escola de futsal, fez o Kumon de português em um ano, fez o kumon de inglês(ainda falta concluir) e o de matemática ele preferiu desistir. A Solange do Kumon-Redenção foi muito dedicada com ele e ficou muito triste quando ele deixou de ir, durante as crises da ATM. A luta ainda não acabou e eu ainda não desisti de lutar por ele.

  14. Olá Marsinlene,
    só que é pai sabe da dificuldade que temos pela falta de um laudo! Parabéns ao Paulo Roberto por essa conquista! Desejamos que o tratamento traga grandes progressos em sua vida! E fala para ele não desistir da matemática não! Ela ainda vai ser muito útil na vida dele!
    Obrigado pelo seu comentário!

  15. Oi, pai do Nicolas,
    me comovi com o seu relato e fiquei feliz com o progresso do Nick. Tenho uma filha de 9 anos e ela tem microcefalia, um atraso no desenvolvimento psicomotor e neurológico. Já passei por dificuldades em questão ao preconceito, mas a minha própria filha conseguiu mudar isso, pois com o seu carisma, hoje conseguimos ir para qualquer lugar sem que as pessoas fiquem nos olhando como se fossemos seres do outro mundo.

    Hoje minha maior dificuldade é achar escola e tratamentos adequados para ela, pois tudo é particular e nem todas as escolas aqui do Recife atendem crianças com necessidades especiais.

    Bom fiquem com Deus e que haja muita força na trajetória do Nick.

  16. Olá! O Nicolas é lindo! Pelo que entendi vocês não possuem um diagnóstico fechado sobre sua saúde. Tenho uma sobrinha e também demoramos mais de um ano p chegarmos ao diagnóstico, passamos com os melhores neurologistas de S. Paulo (uma pessoa pagou as consultas pois não teriamos condições) e nada de diagnóstico. Chegamos ao Dr. Fernando Kok, ele é o melhor do Brasil, inclusive pessoas de fora do Brasil vem para ver se conseguem fechar o diagnóstico de seus filhos. Ele é um amor e faz seu trabalho com muito carinho. Pagando a primeira consulta, caso não tenha condições financeiras como nós, ele os encaminhará para o HC aonde é o chefe da parte pediátrica neurológica. Caso queiram o contato dele ou mais informações, mandem um e-mail para mim e darei os dados. É muito importante fechar o diagnóstico, de repente a questão é alguma medicação, mudança alimentar e é claro a reabilitação.

    Fiquem com Deus, e confiem Nele, pois é Fiel e tem estado com vocês nesta batalha. Certamente tem o melhor para o Nicolas.

  17. ola pais do Nicholas!!!
    descobri hoje este blog na procura por algum método para ajudar na alfabetizacao de meu menino lucas. Me identifiquei muito com tudo que vcs contaram sobre a escola de seu filhinho. Meu Lucas já passou por 6 e olhe que ele só tem 6 aninhos. estou muito insegura em relacao a sua melhora. a psiquiatra me esclareceu que meu filho tem sindrome de asperger, mas estou nesta luta sozinha pois o pai e avos nao querem acreditar que existe algo diferente no seu comportamento. eu moro no Rio proximo de Jacarepagua. Gostaria de conhecer voces e seu filho e tambem de apresentar o meu. Esta luta nos faz guerreiros que batalham dia a dia por uma causa mais do que nobre. Um abraço! Cida

  18. Também sou mãe de um ANJO, Portador de Necessidades Especiais, realmente a luta é constante e ESMORECER jamais deve fazer parte do nosso dicionário. Meu filho superou muitas das suas dificuldades, gosta de tudo da nova Tecnologia. Nosso amor por ele é imenso. Que Jesus sempre nos dê ferças para sempre lutar por quem tanto amamos: NOSSOS FILHOS!

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