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Fisioterapia: O início de uma Cruzada!

Hoje (em pleno dia de semana!) eu e Cida (minha esposa) fomos à praia sem as crianças. Ambos de folga, Nicolas foi para escola e Analice ficou com a Daniele. Pegamos um ônibus tranqüilamente, caminhamos até a areia, estendemos a canga e pronto! Descanso!!! E no descanso dormi. E ao dormir sonhei!...

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A esperança é a última que morre

Escrito pelo Pai do Nicolas | na categoria Cotidiano, Escola, Esperança, Terapias | no dia 11-04-2009

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O ditado popular é uma verdadeira sabedoria, mas não é fácil esperar o dia de poder citá-lo.
Muita coisa acontece, vários obstáculos no caminho, mas é preciso “crer”! E foi o que fizemos e hoje temos esperança que tudo vai melhorar!

Quem nos acompanha por aqui no blog, deve se lembrar do último post quando falamos sobre a reprovação do Nicolas na escola em que ele estudou no ano passado (2008). Nesse mesmo artigo contamos como foi a relação dele com a escola e sua apatia e desmotivção em educá-lo. Esperança foi uma palavra que usei como conclusão do texto. Disse que havia escolhido outra escola para ele e que senti que podia confiar na mesma para a sua recuperação nesse novo ano. Mas para entender tudo que está acontecendo hoje em dia, é preciso voltar um pouco no tempo, mais precisamente no dia da reprovação do Nicolas, acompanhem os próximos parágrafos e percebam como a esperança é uma palavra que precisamos dar mais atenção!

As férias ajudaram o Nicolas a se preparar para o novo ano

As férias ajudaram o Nicolas a se preparar para o novo ano

Sobre a reprovação e suas repercussões

No fundo de todo o problema, a verdade é que só que o vive, sabe das dificuldades reais. Tendo apoio ou não, só quando alguém aponta para o seu filho no meio da multidão é que sente realmente o peso da “diferença”. Poucos são os que podem dizer que sabem o que o Nicolas passa. Dessa forma é comum as pessoas terem essa ou aquela opinião sobre tudo que acontece. A reprovação caiu como uma bomba na nossa vida e por mais que o desfecho final já se manifestasse claro no meio do ano, nós pais acreditávamos na recuperação do nosso filho. Mas para muitas famílias a educação infantil não é encarada de forma séria. É como se fosse uma brincadeira. Uma creche. Infelizmente é uma realidade. Nós sempre nos preocupamos com a educação do Nicolas, não para exibir as boas notas do filhote, mas para que ele pudesse sobreviver junto da sociedade sem depender da ajuda de ninguém. Esse é o nosso objetivo. Estudar não é um troféu, é um caminho para a maturidade dele. Mas enfim, como sempre nós focamos no Nicolas e seguimos em frente!

A dificuldade na escolha da nova escola

Logo que soubemos da reprovação começamos a saga da busca de uma nova escola para o Nicolas. Foram 3 escolas visitadas e nenhuma deu aquela sensação de confiança no ato de “abraçar a causa do Nicolas”. O mais engraçado dessa história é que tentamos 3 vezes conversar com a diretora da atual escola do Nicolas e não conseguimos. Sempre havia um impecílio. Acabamos criando um sentimento de que nosso filho não iria estudar lá por causa dessa indisponibilidade temporária da diretora, o que era muito normal, afinal a escola entrava em reforma, pintura e reuniões pedagógicas, e nossas tentativas eram todas frustradas, até que um dia finalmente conseguimos encontrá-la e tivemos uma conversa bem agradável e longa. Contamos o caso do Nicolas desde o seu nascimento, falamos sobre as terapias, as dificuldades, as conquistas e a escola se mostrou empenhada em tentar da melhor forma possível a educação do nosso filhote.

Uma frase simples da diretora que me marcou muito foi: “pai, não somos especializados em educação especial. Aqui nós entendemos que cada criança é diferente da outra, o que funciona para uma pode não acontecer para outra. O que vamos fazer com o Nicolas é tentar sempre. Atenção e dedicação. Isso nós podemos prometer.” Suas palavras, apesar de não alimentar nenhuma esperança no meu coração, percebi que ela estava sendo realmente sincera. Então resolvemos que o Nicolas e Analice estudariam lá.

O calvário da avaliação e um resultado difícil de aceitar

Uma vez matriculados, chegava o momento da avaliação e o calvário para o Nicolas. Foram 3 tentativas no total. Levamos nosso filhote para fazer a prova e ele se recusou duas e na terceira vez, pouco fez da prova. Estava muito arredio, disperso e mais interessado em explorar o espaço da nova escola do que no teste em si. Foram dias intermináveis onde achávamos que o ano passado se repetira novamente. Com momentos que oscilariam entre fazer provas num bimestre e não em outro.

E finalmente veio a avaliação e mais uma bomba explodiu nas nossas cabeças. O Nicolas teria que fazer novamente o 1º ano. Havia muita imaturidade nele com relação ao 2º ano. Ele não ficava sentado na sua cadeira por muito tempo, se recusava a copiar as questões do quadro e tudo isso iria piorar ainda mais com o passar do tempo e o melhor a fazer era mantê-lo no 1º ano. Então, depois de uma conversa longa e sincera com a coordenadora e depois com a diretora, decidimos acreditar na escola, mas confesso que não foi fácil.

A adaptação com a nova escola e professora

Enfim, chegou o dia de ir para a nova escola. Ficamos conversando com ele as duas semanas que antecederam tentando motivá-lo. Falávamos sobre os novos amigos, uniforme, computadores e principalmente da nova professora, que era muito legal.

Ao fim de duas semanas que antecederam ao Carnaval, nada percebemos de diferente no Nicolas. Oscilou em dias empolgados com alguma atividade, outros nem tanto. Já Analice parecia que estava indo para a Disneylândia. Tudo era festa! Ficou empolgadíssima com as aulas de ballet! E isso de certa forma achamos que foi uma decisão bastante acertada. Nicolas e Analice estão numa fase muito mais próxima um do outro e deixá-los na mesma escola, ajudou bastante na motivação de ambos com o novo ambiente. Mas no fim dessa primeira fase, nos pareceu que os filhotes se adaptaram bem com a escola e suas respectivas professoras.

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Mouse não propriado para a mão do Nicolas (mas o vovô já comprou outro para ele!!)

Antes mesmo de iniciar as aulas, nós decidimos que o Nicolas precisava de atividades mais lúdicas, porém instrutivas e produtivas. Então deixamos ele navegar na Internet no meu intervalo noturno entre às 20 e 23h, sempre depois de jantar, escovar os dentes e fazer a lição de casa.

Nessa nova atividade o Nicolas começou a nos surpreender. Eu quebrei sem querer o mini-mouse que eu comprei para ele, pois a mão dele é muito pequena. Mas mesmo com um mouse não adquado para a sua mão ele conseguiu navegar bem. As duas primeiras semanas ele levava muito tempo para achar o que queria, mas agora acha tudo pelo KidRex (indicado pela Carol Vigna-Maru) que usa o motor de busca do Google, porém com filtro para crianças.

As notas dos primeiros testes e a grande surpresa!

E a melhor notícia chegou na semana passada. Claro que recheada de muita expectativa e uma carga de drama considerável. Mas para nossa surpresa as notas do Nicolas foram além do que projetamos. Ele realmente se superou e conseguiu boas notas. Inclusive em matemática, que é o seu grande fraco. Para se ter uma idéia de como ele tem dificuldade nessa matéria, basta perguntar que dia da semana foi ontem, hoje e amanhã. Ele não responderá com certeza, pois não tem a menor noção de tempo e espaço, que é a base da matemática. Mas mesmo assim ele ficou apenas à 1,1 ponto da média mínima da escola, que é de 7. As outras notas foram: 9,8 em Português; 9,5 em Estudos Sociais e 9,3 em Ciências.

Para se ter uma boa noção do que siginificam essas notas no 1º teste do Nicolas, basta lembrar que no ano passado ele ficou sem nota em dois bimestres. Ou seja, no 3º bimestre já estava claro que ele não poderia passar direto. Apenas por recuperação e mesmo assim seria muito difcíl.

Passar apenas 2 meses numa nova escola e ter esse resultado só faz aumentar a nossa esperança em ver o Nicolas mais preparado para o futuro dentro da sociedade de forma autônoma e capaz! Não queremos nosso filho gênio, poeta ou qualquer outro título de grandiosidade. Só queremos que ele seja capaz de tomar as próprias decisões independente de nós pais. E com certeza isso é possível e vamos lutar sempre junto com ele! Agradecemos à direção da nova escola e sua nova professora!

E os próximos passos?

Aproveito para pedir ajuda dos leitores amigos se alguém souber algum site com jogos e/ou atividades pedagógicas na Internet voltados para lógica, raciocínio que ajudem o Nicolas na matemática eu agradeço!

Seguir acompanhando as tarefas domiciliares com atenção, participar sempre das reuniões em grupo na psicóloga da instituição Capsi Santa Roza, ser mais ativo na Obra Social Dona Meca, são objetivos para seguirmos a nossa caminhada de luta! A esperança é última que morre!
Abraços e  até o próximo artigo!
:D

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