Mary e Max - entendendo a mente de uma pessoa com Síndrome de Asperger | Eu tenho um Filho Especial

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Mary e Max – entendendo a mente de uma pessoa com Síndrome de Asperger

Escrito pelo @filhoespecial | na categoria Aprendendo com Cinema | no dia 22-02-2011

Tags:Filme, Resenha, Síndrome de Asperger

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Acabei de assistir Mary e Max e resolvi que já era hora de colocar aqui no blog as minhas impressões de filmes que contam um pouco do universo do Nicolas. Criei uma nova categoria chamada “Aprendendo com Cinema” e de vez em quando vou postar aqui as lições que tirei do que assisti.

Para quem não sabe, Mary e Max – uma amizade diferente (original, Mary and Max) é baseado numa história real entre uma menina australiana de 8 anos e um novaiorquino de 44 que viraram amigos trocando cartas durante anos. O filme é feito na técnica stop-motion e finalizado em computação gráfica e é dirigido pelo estreante Adam Elliot.

O filme é pura sensibilidade e mostra claramente a dificuldade de entendimento da pessoa portadora da Síndrome de Asperger em compreender o mundo em que vivemos e suas resoluções sociais. Max mora sozinho e tem uma rotina típica de um “aspie“. Já Mary tem um pai que trabalha muito e que pouco vê e uma mãe alcoólatra. Além disso ela não é popular na escola por ter uma marca de nascença na testa que a molecada diz ter o formato de cocô, o que a deixa bastante deprimida e com a auto-estima bastante baixa.

Baseado nesses dramas pessoais é que o filme se apresenta com um roteiro cheio de questionamentos sobre a nossa sociedade atual do “tudo é pra ontem” e seus valores distorcidos. Mary e Max me fizeram ver o quanto precisamos ser mais sensíveis com as pessoas com alguma síndrome, mas também com as pessoas comuns (neurotípicas). Mesmo Max com toda dificuldade, teve sensibilidade para perceber as angústias e tristezas de Mary. Ela por sua vez, viveu a luta de compreender a mente de uma pessoa com a sua síndrome. Ambos, mesmos distantes um do outro, romperam barreiras, quebraram limites em prol do amor da mais pura amizade.

A lição que eu tiro do filme é que é preciso sempre estar atento ao próximo. Cada atitude nossa tem um impacto importante na vida de outra pessoa. Mesmo que ela não faça parte da sua rotina, estamos todos interligados e olhar as pessoas nos olhos e ser sincera com ela é um princípio básico que deveria ser nato na sociedade. Mary e Max souberam respeitar suas diferenças e conseguiram achar pontos comuns e viveram uma grande amizade.

Recomendo fortemente o filme e deixo o trailler para vocês se animarem! Até a próxima!

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Comentários (8)

Adorei o filme e adorei o post. Acho que é como vc fala: “precisamos ser mais sensíveis com as pessoas com alguma síndrome, mas também com as pessoas comuns.” Precisamos exercer mais a generosidade com tudo que nos cerca! Todos saem ganhando com isso!

Abraço, Eliane

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Vc conhece esse site? http://www.filmeseducativos.com

abraços

Roseli

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Pois é, eu gostei tanto que comprei esse blu-ray.
Você já tinha visto, ou acertei na indicação?

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Pai do Nicolas Reply:

Oi Gustavo,
na verdade eu já estava com esse filme desde o ano passado e depois da sua sugestão eu me senti obrigado a assisti-lo! ;-)
Foram 3 dias (sim, pai de dois filhos assiste filme parcelado) e terminei ontem! Espero que tenha gostado da ideia dos reviews de filmes aqui do blog.

Abraços!

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Eu e a Karla fizemos um post sobre o Mary e Max no blog do Lu aqui (http://www.estouautista.com.br/index.php/2010/09/03/autismo-em-resenha-mary-e-max/). Um filme realmente lindíssimo e que trata de muitos assuntos importantes. Amei a história, o roteiro, a produção. Um filme que leva a gente a refletir sobre nossa vida. Tambem recomendo!

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Pai do Nicolas Reply:

Oi @Luiza Coelho e @Karla Coelho,
acabei de fazer um comentário por lá no artigo de vocês! Ficou lindão heim! Bem completo e bem escrito, como sempre!
Beijos nas duas e no Luiz Jr. :D

Obrigado pela presença aqui!

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Só o fato de uma pessoa fazer uma animação sobre autismo já me anima muito e me deixa muito feliz. Amei o filme, produção, roteiro e a forma de se tratar a síndrome de asperger. Como a Luiza disse, fizemos um post no blog que vale a pena ler para darmos mais valor ainda nessa produção.

Beijos!

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Parabéns por sua iniciativa somos educadoras d educação infantil e estamos finalizando nosso curso de Inclusão Social. E Esse filme é uma graça.

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