Série Parenthood

“Team Breaverman” de Parenthood

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Hoje eu criei a categoria “Aprendendo com as Séries” estreando a ótima série da NBC, Parenthood. O programa conta sobre a vida da família Breaverman e os desafios modernos e as questões que afetam pais e filhos nessa época pós tecnológica em que vivemos atualmente. Os Bravermans são compostos pelo patriarca Zeek e Camille, que tiveram 4 filhos, Adam, Sarah, Crosby e Julia e cada um deles possui uma personalidade e vida completamente diferente entre si, mas ainda assim, a integração e união da família é muito forte.

Série Parenthood
Série Parenthood

Max, o filho mais novo dos personagens principais, Adam e Christina, tem síndrome de Asperger, e lógico, o drama do casal foi o que me motivou a assistir a série. Afinal, eu não costumo acompanhar programas do tipo comédia-drama. A questão é que Parenthood é muito mais do que apenas as dificuldades em lidar com um filho com síndrome de Asperger, e sim, a convivência familiar como um todo. É sempre emocionante assistir o desenrolar dos episódios, torcendo para que dê tudo certo para os personagens e atualmente no meio da quarta temporada eu não resisti e cai no choro. Diferentemente das duas primeiras, onde os personagens eram apresentados de forma gradual, agora os problemas se tornaram mais críveis, mais realistas e dessa forma, é muito fácil nos identificarmos aos seus problemas, mesmo a série sendo ambientada numa realidade totalmente americana.

Mas já que a palavra-chave forte dessa categoria é “aprendendo”, foi inevitável perceber meus dramas pessoais ao assistir episódios como “The big ‘O‘”, onde Gaby, a terapeuta comportamental do Max está iniciando os trabalhos com ele e pergunta aos pais se eles tivessem uma “varinha mágica” que pudessem mudá-lo, por onde começariam!? Logo que terminei de assistir o episódio eu escrevi um artigo de impulso e quando chegou na conclusão eu não consegui terminá-lo! Eu assisti essa cena dezenas de vezes e nunca consegui respondê-la pensando no Nicolas e acabei nunca publicando o que eu escrevi.

Para mim, ter o poder de uma “varinha mágica”, significa que eu quero mudar o Nicolas, e no fundo eu o amo do jeito que ele é. Mas ao mesmo tempo seria cruel e egoísta da minha parte não desejar que ele amadureça em prol de uma vida mais saudável junto à sociedade. Nem sempre eu e Cida estaremos com ele, porque, ao que tudo indica, Nicolas será independente, mas ainda sim, a síndrome o acompanhará pela vida toda. E nisso, é fundamental que a gente dê o melhor para ele, participando da sua vida e intensificando a terapia.

Na série, Max é um pouco agressivo, tanto que ele não aceita nem o toque dos pais. O Nick é doce e carinhoso, sempre diz que nos ama. Em compensação, ele tem a mesma dificuldade que o Max em perceber quando uma pessoa está feliz ou zangada, não entendem metáforas ou ironias, e possui a mesma sinceridade como a sua característica mais latente.

Max estuda numa escola especial e só no fim da 3ª temporada encara o desafio de ir para uma escola regular porque estava entediado com as matérias aplicadas, uma vez que ele já tinha memorizado tudo. Já o Nicolas nunca estudou em escola especial, e atualmente está no 4º ano. Ele passa razoavelmente bem em todas as matérias, com exceção da matemática, que ele é avaliado pela média global das outras matérias. Ainda sim, ele cumpre todo o protocolo do calendário escolar, assistindo todas as aulas, fazendo todas os testes e provas.

Para mim, Parenthood mostra a importância da nossa presença na vida dos filhos. Eu vejo nitidamente como o comportamento do Nicolas e também da Analice, como são influenciados por mim e pela Cida, por conta de toda a nossa dedicação. E pra gente, assim como para todos os Breavermans, o mais importante de tudo é a família.

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